quinta-feira, 6 de março de 2014

Quem sou eu para ti


        Hoje me olho, vendo-me diante de mim mesmo. Procuro no espelho reflexos do meu eu que de mim foge, e da essencia daquilo que fui... Oh, assim o dizes. Procurando-me em mim, vejo o reflexo daquilo que ontem fui, e o oposto daquilo que teimo em amanha ser... Sonhos, ilusões... Oh! Essa utopia demente que me cativa nas horas em que tudo parece poder ser real, em que o mundo se apresenta aos meus olhos naquilo que ele mesmo nega ser...
     Melhor, pior? Não sei... Porque ei de ter de saber quando todos têm o direito á duvida e estupidamente esta parece ser a unica constante na vida de cada um de vós?... O bem? O mal...? Não sei... Procuro na noite escura a felicidade que de mim foge, cobrindo-a de negro com as azas que eu mesmo pintei. Eu sei, existe a escolha e sempre existiu... Mas, o que me fez escolher...?
        Ainda assim, não sei de que lado estou ou o que sou... Apenas sei que sou esse sol de inverno que não aquece, e chama desse fogo que não queima, mas que estupidamente teima em pintar de luz pegadas desse caminho que alguém teima em seguir. Pegadas que se aproximam e afastam na incertesa que até elas têm de si mesmas... Oh quão cruel e quão riduculo... Quanto te opões e quanto de ti dás...
       Serei eu o negro manto que o luar nessas noites cobre, ou apenas a fraca luz do dia que ainda teima em brilhar... Linha que segue a espada cruel da mentira que nos trespassa, ou simplesmente a verdade que teimas em não conhecer... A vermelhidão de um por do sol numa noite fria de inverno, ou a neblina de mais um amanhecer...? Palavra que não lês ou sentimento que não sente...? E tu...? Quem sou eu para ti?...

Your Fallen Angel

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