Na noite caída, um suspiro surge. Suspiro lançado por tudo o que o passado levou, e tudo o que o futuro trará… Suspiro pelo bem, suspiro pelo mal. Suspiro pela verdade que os teus olhos irradiam em meu peito, e pelas marcas nele cravadas pela mentira que um outro alguém exprimiu. Hoje, apenas não me importo… Sim! Hoje não… não quero mais… Não quero… Quero-te a ti! E apenas a ti meu amor! Fujo do passado como não fujo da própria morte, para a qual corri outrora e para a qual temo vir a correr um dia.
Pela beleza do teu olhar, troco a escuridão da noite, que outrora preencheu o meu peito mentindo ao meu ouvido promessas de uma felicidade ofuscada pelas trevas… E esse veneno que tão desesperadamente busquei nessas noites sombrias, já não apazigua a dor que no meu peito arde a mais um amanhecer…
Em ti, resta a esperança, o carinho, o amor e o conforto. Por ti luto, por ti vivo. Por ti levantarei a minha espada a cada batalha travada, e por ti a baixarei para cair novamente em teus braços, derramando mais uma lágrima há tanto sufocada pela dor, e liberta pela alegria do teu sorriso que tão suavemente invade o meu ser…
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