Olhar no
vazio, o negro manto da noite me envolve... A marca que em mim vez, ela que te
faz virar o olhar e temer... Oh... Porque temes... Porque temes...? É ela em
mim que te assusta, ou o medo de a veres em ti mesmo...? Passado... Marcas
desse passado. Pois hoje, hoje sou essa
apenas essa lagrima que choro quando o mundo se esconde, apenas os tons dessa
tela que pinto suavemente no papel, e o pesado som que os meus ouvidos
escutam... Sim, aprendi a sê-lo!!! O mundo e a vida assim mo exigiram...
Não
por hoje não, e por amanha não também... Apenas irei de vermelho marchar esta
folha de papel, apenas me evenenarei com mais uma amarga chavena de café que me
mantém acordado em mais uma noite de trabalho arduo... Oh sim... Quão longe e
quão perto estão da realidade que me afronta... A verdade e a mentira que vos
corrompe, verdade da mentira e mentira dessa verdade que bem conheço... Oh... Dura
e cruel sociedade, pára um pouco, pára e foge durante cinco minutos dessa
correria que te atormenta e que te deixa excitada!!! Pára e olha sobre ti
mesma... Pára a vê aquilo em que vos tornaste... Quão distante e quão proxima
daquilo que pensaste um dia ser...
As
palavras que te confundem, verdades que de ti escondo... Sou nestas noites esse
som que não ouves e o sonho que teimas em não sonhar... Verdade e mentira que te
afrontam! A marca... Oh! Essa marca... Porquê? Sim... Porque a temes?...
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