O dia que
renasce, dá sentido á noite que foi. A noite na qual lágrimas cairam, o teu eu
mostraste... Noite na qual os teus pés pesadamente calcaram cada pedra que eles
mesmos já conhecem, e percorreram cada canto mais obscuro da cidade... Aqueles
que apenas tu habitas.... Sim, esse raio de sol... Tu que dás vida áquela que
corrompe o nosso ser, quando a razão nos falta e quando dela somos providos...
Tu que num ato de magia, como se da sua existência não duvidassemos, tentas
limpar com um manto branco cada palavra dita e o mais obscuro dos sentimentos
sentidos... Oh... Triste e frio sol de inverno que o meu ser invades...
Despertas-me
com a amargura, o arrependimento... Fruto amargo dessa manhã que renasce não
levando de mim a dor. O olhar, a lembrança... Olhas-te a ti mesmo enquando
percorres cada passo do caminho que fizeste... Lembranças invadem a tua mente,
sentimentos apertam o teu peito. Olhas, e pensas... Apenas pensas... Não
encontras em ti a força para mais uma batalha perdida, nem ousas tristemente em
levantar a espada embainhada cujo peso fará a tua mão cair, triste... Desprovida
de vigor...
Oh...
Palavras que escrevo... Essas lágrimas secas na noite, risos abafados desse
dia... Sentimentos, paixão... Gota que suavemente que escorre pla face e não
revela toda a intensidade do teu sentimento... Elas surgem... Surgem no mais
puro dos sentimentos que o teu eu é capaz de sentir. Renegas a escuridão da noite
e a impuresa do teu ser. Dás-te e entregas-te como te entregaste um dia, e como
o farás a cada noite que passa... Sem exitar, sem pensar... Entregas-te ao dia
e não olhas para trás...
A
dor ou a revolta, o amor ou a paixão... Lágrima que escorres ou sangue que pintas
cada palavra deste papel... A luz, a escuridão....
Your
Fallen Angel
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