Doze... Essas famosas doze badaladas que fazem o mundo exitadamente correr e pular de alegria, no virar de mais uma página. Sim, finalmente os sinos lá no cimo, tocam suavemente cada uma delas, deixando em cada um aquilo que planeou para mais um ano. Em alguns, a chama acesa de um novo inicio, de uma nova era, como se um segundo a mais, um pulsar a mais no seu frágil coração, pudesse mudar na sua essência tudo o que a fita da vida lhes apresentou na sua tela... Para outros, apenas a amargura, apenas o conformismo com a desilusão. Permanente e dura certesa do sentimento que os invade, do silêncio, duro e cruel silêncio....
Para mim, apenas uma oportunidade para rever todos aqueles de quem fugi apressadamente há cerca de um ano, deixando um breve até já na busca de algo maior. Correndo atrás do meu próprio eu, ao mesmo tempo que fujo de tudo o que já fui. Hoje... relembro todas essas memórias. Memórias que relembro com todos eles, como as de um passado longínquo, que nos parece ainda tão próximo.
Mais um passo, lentamente, piso as pedras desta calçada que são minhas, dando á mais um abraço a um amigo que passa. A neblina, sim, e apenas ela... Esconde de mim os rostos de quem por mim passam, não deixando á toa as verdades soltas por entre os rostos de cada um...
O copo de que bebo, amargo veneno que me consomes, as luzes, o desejo da saudade e a saudade do desejo... O branco que cobre a cidade e me dá as boas vindas á escuridão da noite que me envolte... As frases soltas que, tristemente, apenas o papel teima em querer ouvir... Eu, apenas eu... E essa doce e amarga saudade que em mim teima em permanecer...
Your Fallen Angel
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