Sim, o tempo passou... Gota a gota, passo a passo... E hoje, aqui me encontro, sentado no sitio de sempre que guarda as loucuras de outrora, deixando em mim uma suave mistura de saudade e desejo. Olho lá fora as luses que se acendem, da cidade outrora estranha que me acolheu como filho... Trago cada recordação no peito... Sento neste lugar, lembrando cada um deles, marcando-os no papel qual poeta solitário... Oh, tinta desta caneta, que debotas na tela da vida as amarguras ddo meu ser... Quanto de mim sabes e quanto de mim levas...
O
copo que me aquece e disperta, não me dá em troca a a luz que da minh’alma esse
alguém levou. Não é e não tira, do meu peito a dor que surge, quando o sol
esvermelhece no horizonte longinquo... Palavras , oh palavras... Que para ti,
sim... Poderão ser apenas palavras... Fruto de mim mesmo ou de desvaneios do
meu ser? Será?... Os phones nos ouvidos que me inspiram, melodias que ainda incompletas,
arrancam á força sentimentos do meu peito... É com essa mesma força que os
lanço no esccuro, ferindo á toa qual bala perdida, o peito de quem delas se
aproxima...
A
ti, a ti que lês... Eu te escuto, ainda que no silêncio... Minha alma te pressegue
e voa... Divaga.... Eu te observo e eu te vejo, ao mesmo tempo que a noite,
ofusca a visão clara que os meus olhos teimam em não ver... Quantas vezes são,
força que eu não sou e razão que eu não tenho... A lágrima que não cai e o
sorrizo negado... Razão da lágrima caída e ombro que a seca. Oh, quantas vezes
não sabes que és... Lamina dessa espada que suavemente trespassa o meu ser, e essa
doce essencia que cada ferida teima em querer curar... Oh quantas vezes....
Quantas vezes...
A
ti... A ti que lês...
Your Fallen Angel
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